Precisava enfrentar mais um ônibus
acabar com o medo nos olhos marrons
e uma sombra deitada no chão
Vendi meus ouvidos e lábios
em troca de cubos de ouro
perdi o que tinha
precisava andar sem pisar na linha
Eu caí, eu caí, eu caí
Vocês esquecem da alma
e tomam o mar por uma gota
eu vomito e deixo meus sapatos secos
A vida é boa de olhos fechados
A poesia apanha da ciência
eu sabia em qual hotel você dormia
deixei o endereço no bolso
mas perdi o que eu tinha
precisava andar sem pisar na linha
eu caí, eu caí, eu caí
Ela me conheceu nos tempos de cólera jovem
entre ontem e mil anos
eu sou um bom homem
Sublimo e boto a lâmina nos ombros
Convido todos para o baile no meu castelo de papelão
Humilde escravo da culpa
meu produto é minha punição
Eu até costumava ter quarenta e quatro amantes
Mas eu perdi o que tinha
eu precisava andar sem pisar na linha
Éh Sally, acho que nunca fui feliz.
A fome é grande e nenhuma quantidade no mercado, por aí, satisfaz. Mas há, até, alguém que contenta-se com pouco. Toma-se piedade por amor, um truque simples, guardar na memória assim. O pouco que é dado é o pouco oferecido. O mínimo que é ganho é o ínfimo do que tem guardado. Começando a coalhar e azedar. Os pensamentos e os versos de rima, lá de 2007, 2008, 2009, 2010 ou 2011, estão escritos em guardanapos que começaram o processo de desintegração.
(Source: oquevaificarnafotografia)
Bêbado de medo
mergulhei como um tijolo
me afoguei no vazio
Tristeza
cante seu melancólico assovio
me aqueça em seus braços frios
traz o binga
(Source: natalia-q)
you get these words wrong
(Source: thequietfront)
(Source: carpanter)
Livros que li em 2012
A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera
A Brincadeira favorita - Leonard Cohen
Noites Brancas - Dostoiévski
A Metamorfose - Franz Kafka
O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger
Pulp - Charles Bukowski
Antologia Poética - Pablo Neruda
Último Tango em Paris - Robert Alley
Vida - Keith Richards
O Clube do Filme - David Gilmour
Contestadores - Edney Silvestre
Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva
O Xangô de Baker Street - Jô Soares
Mentes Perigosas - Ana Beatriz Barbosa Silva
Jornalismo Digital - Pollyana Ferrari
não é júpiter, é melancholia
Essa noite estou só
só não sei se é bênção ou punição
deitado no fundo do poço
a solidão e o ócio acariciam a imaginação
Eu vi gente saindo do fundo do poço
se agarrando na negação
Se você tá no fundo do poço
me abraça, me conta sua vida,
te proponho um jogo antigo,
deita comigo no meu colchão.
oh querida, você está jogando algumas coisas importantes fora
você precisa fazer crescer algumas coisas importantes dentro
você tem ocupado muito espaço
você precisa dar algum fruto
se você estiver sufocada
você pode dar uma volta lá fora
você pode fumar um cigarro na sacada
estou infundado e afundado em dúvida


